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riscos_e_rabiscos

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Raios partam!

 

Raios partam a crise e mais quem a provocou, os transportes públicos, os atrasos dos autocarros, os papás manientos e chatinhos e ainda o frio de rachar ao fim do dia!

 

Não há direito! Arfs! Quer-se dizer, aumentam os passes e proporcionalmente diminuem a quantidadde dos autocarros a circular. Incentivam o pessoal a andar de transportes públicos e depois passamos eternidades à espera de um autocarrozinho que nos traga para casa. 

 

Apanhei duas secas descomunais para chegar a casa. A primeira de meia hora e a outra de 15 minutos. Estas secas dão cabo de mim, parece que levei uma tareia. Depois juntando a isto o frio polar que apanho à espera do último autocarro que me traz para casa, a vontade que tenho é a de me enroscar num cobertor assim que chego, para derreter o gelo!

 

Pronto, não me enrosquei no cobertor, mas ataquei um capuccino quentinho para descongelar. Haja paciência e haja transportes públicos! Irra!

A culpa é da Iris!

Se eu apanho o gajo da tv/netcabo que anda aqui a mexer nos cabos para instalar a fibra óptica, a tal gaja, a Iris... juro que lhe espeto um limão na boca e um raminho de salsa no rabo e vai ao forno a tostar! 

Não se admite! {#emotions_dlg.evil}

Hoje se tive net 5 minutos seguidos foi muito!

Alguém quer vir cá comer uma febrazinha?{#emotions_dlg.angry}

 

Tava Capaz De Os Morder A Todos!!!!

Ah pois é! Se apanho os "senhores bosses" da carris, não me responsabilizo pelos meus actos insanos. Então não é que andam a alterar percursos sem avisar ninguém?!?

 

De manhã tive uma reunião de avaliação e, assim que finalizasse, tinha de ir para o convento ensaiar os "anjos". Até nem me estava a correr mal o trajecto: autocarrinhos mais ou menos seguidos, sem grande tempo de espera e tal... até que apanho o 16!

Reparei que ele não ia até ao fim da linha mas para mim não fazia qualquer transtorno. E também reparei que dizia "encurtamento". Ignorei. Associei à redução do percurso.

 

Quando cheguei ao fim da "redução do percurso" é que me caiu o queixo ao chão.Eu parecia mesmo uma parvalhona, se é que não sou, a falar com o motorista de incrédula que estava. Então o "sinhor" motorista informou-me que iam alterar o percurso, que passaria ir só até ali ou ficaria por S. Sebastião. Acho que soltei chispas pelos olhos e os palavrões que disse mentalmente, foram percebidos pelos "sinhor" motorista que devia ser telepata, pelo que me remeteu para a net para qualquer esclarecimento. Só cá entre nós que ninguém nos houve... no site não tá lá nadaaaa...!

 

Apanhei o outro autocarro para o convento completamente traumatizada, atordoada e outras coisas terminadas em -ada, como por exemplo, furiosa! Eu sei que não tem nada a ver mas apeteceu-me dizer esta palavra.{#emotions_dlg.lol}

Quando o autocarro curva para o convento, estavam a esfuracar a estrada toda... Ó valha-me Santambrósio e mais a santa da cabra-mor! Não me digaam que tenho de ir a penantes (é mesmo a penar!) até à residência celestial...!  Mas não... os "sinhores policeménes" mandaram passar por cima da placa que tapava o buracão. Mas quase que acímos lá dentro, devo dizer...

 

Agora ponho-me eu a pensar num cartaz de auto-promoção e "engana tolos" que a carris tem escarrapachado nos placards dos autocarros... Ah e tal "andamos a pensar em si", é a "pensar em si" que não sei o quê ou "a si muito obrigado". Ora se fossem todos plantar batatas não era mal pensado!

 

Então é a pensar em nós que nos cortam o percurso do 16 a meio? E que nos vão fazer acordar mais cedo para apanhar um autocarro extra (para mim será o nº 4!)? Isto é que é pensar em nós, utentes, desgraçados que temos que ir vergar a mola de autocarro e quando chegamos ao trabalho já estamos mais mortos que vivos com tanta mudança?

Não se terão enganado e em vez de "andamos a pensar em si" não quererão dizer "andamos a pensar em nós"? Em como lixar os utentes mas pouparmos uns trocos porque o combustível até está caro?

 

Com "papas e bolos se enganam os tolos", diz o povo, mas neste caso é mais "com falinhas mansas e cortes de percurso" se enganam os utentes... Grrr!

 

Um Problema Na Sombra

              

 

Há alturas na vida em que nos apetece ardentemente desaparecer, esvair-se em fumo. Desaparecer com um simples estalar de dedos. E não é por cobardia ou incapacidade de enfrentar os problemas. Não. É tão simplesmente porque existem alguns problemas para os quais todas as soluções do mundo não servem para resolvê-los. Parece não existir um antídoto para eles, uma solução.

 

Como se resolve este tipo de problemas? Como se resolve um problema que quanto mais se combate, mais parece que se agiganta? É quase impossível conseguir-se viver com tranquilidade de espírito por mais que se ignore e evite o problema. É quase impossível viver-se sem que esse mesmo problema não invada a nossa mente, despoletado por pequenas coisas do quotidiano.

 

E esse problema é tão incisivo e exasperante que, por vezes, parece conseguir fazer com que o nosso organismo crie anti-corpos contra nós mesmos, que nos provoque uma urticária que nos faça sentir no inferno, que nos escave um buraco nas entranhas como se fosse o maior dos fossos.

 

E por mais que este problema esmague alguém, o humilhe e o estraça-lhe, acaba sempre por o atrair para o seu ponto centrífugo. Apenas porque se quer. Apenas porque não queremos saber dos outros, dos que nos amam realmente. Apenas porque continuamos ingénuos, e de ser levados com duas cantigas. E assim, não há qualquer resolução para o caso.

 

Resta-me apenas sentar, esperar desesperando que um raio de sol me ilumine e dê a mão...

 

$=%(&= das Velhas Gaiteiras!!!


Opa, vem uma Pessoinha descansadinha (ou melhor, cansadinha do trabalho), entra no bus e é impedida de passar por duas “velhas” alienadas!

 

Põe-se ali no meio do caminho, não passam nem deixam passar, conversam que se desunham e estão a borrifar-se para os terceiros que vão ali empacotados.

 

Ora me, myself and I, querendo livrar-se daquelas gralhas peganhentas, pediu licença e tentou esgueirar-se por uma nesga entre a gralha aluada nº1 e o varão do bus. Então não é que o raio da gralha ocupou, isto é, alapou-se no corredor todo não deixando ninguém passar?!

 

Cheia de salamaleques e delicadezas, lá pedi mil licenças para passar e sentar-me num dos imensos lugares vagos, quando a gralha se armou em “elefanta”, me deu uma trombada e eu fui aterrar no vidro do bus junto ao banco!!! E pior… magoei o meu joelho que me doeu tantinho e só me apeteceu guinchar de dores. Mas calei-me e instalei-me.

 

Aí sim, assisti de camarote, na primeira fila às peripécias das duas gralhas aluadas. Mas desta vez quem se riu fui eu: a gralha nº 1, tendo chegado à sua paragem, em vez de sair, sentou o seu backside!!!

 

Haja paciência pra velhas gaiteiras!

Que Caraças!

 

Se fosse terça-feira, eu diria que já tínhamos entrado no Carnaval. Antecipado, é certo, mas que já andava tudo sob influência do Entrudo. Parece que escolheram as quartas-feiras para fazer palhaçadas aqui à “me”. Na quarta-feira passada foi dia de palhaçada também!

 

***

Começámos logo bem o dia com uns valentes puxões de cabelos, fora a chuva. Calma, não é nada disso do que estão a pensar!

Fui apanhar a minha camioneta de sempre para ir para o colégio e tive como companheira traseira de bordo – soa estranho, não soa? – uma gaja qualquer que não a minha “velha” companheira velha-da-camioneta. Até aqui tudo natural… a velha-da-camioneta deixou o lugar vazio porque se baldou ao trabalho e outra açambarcou-se.

 

Não sei o que é que a energúmena da minha companheira traseira de bordo ia a fazer que se fartou de me puxar os cabelos o trajecto inteiro. Lá protegia eu o cabelo para lhe dar a “pista” que ela se estava a esticar mas a estúpida nem tchum! Puxou o quanto lhe apeteceu e - preparem-se! – nem desculpa me pediu!!!

Se eu não fosse uma gaja que não é de escândalos, se não estivesse a chover e se eu não fosse carregada que nem uma burra, ele veria o que era bom para a tosse!

 

Depois foi a vez do colégio. O meu 1º ano parecia que estava possuído por um qualquer espírito de galinha, pois foi difícil fazê-los calar. Até as “santinhas” de serviço estavam fora de controlo. Passei uma série de recados para casa.

A meio da aula, a luz foi-se abaixo. Eu até nem estranhei porque este fenómeno acontece várias vezes, principalmente às quartas-feiras, quando é necessário ligar vários aquecimentos. O pior é que hoje a luz nunca mais voltava. Lá foi o meu plano de aulas para o espaço! Que raiva! Tanto trabalho para nada!

 

Passou o tempo de aula e nada de luz. Chegou a hora da outra aula e nada de luz. Fui expor o caso ao director pois não se via nada dentro das salas e não havia condições de trabalho. Desatou-se a rir e disse para cantarmos e dançarmos. Humpf!

Peguei nos putos, fomos para a sala e adiantámos um trabalho de “arts & crafts” até que a escuridão nos permitisse. Quando decidi mandar os putos arrumar, não é que a luz voltou! Argh!!!

 

Terminado o meu período de aulas, fui apanhar a minha camionetazinha para vir para casa. Mal sabia eu que iria “secar” – secar à chuva, onde já se viu?! – mais de meia hora pela dita cuja. Se eu não tivesse mais nada para fazer, até se calhar era fixe. Ficar ali, sentada na paragem, a contar carros… Se calhar até funcionava como anti-stressante. Mas estava uma chuvinha fininnha irritante e começou a ficar um nevoeiro que não se via um palmo à frente do nariz!

 

Opá, há dias em que não se devia MESMO sair de casa! Argh!

 

 

Egoismos e Ganâncias.

 

 

Há várias coisas que me fazem sair do sério. Principalmente, se disserem respeito a crianças e animais.

 

No meu dia de aniversário, havia também no colégio outra menina que fazia anos, como acho que já tinha contado.

É uma criança filha de pais portugueses mas que vivia num país anglo-saxónico só que agora veio para Portugal, ficando a viver com a tia.

Neste momento, encontra-se em processo de adaptação quer à escola, quer à língua materna.

 

Durante toda a semana a tia da menina andou a falar de um bolo de aniversário, querendo saber quantas pessoas estariam no colégio para poder fazer a encomenda do bolo.

Assim sendo, optei por não levar bolo de aniversário para a escola pois os miúdos não comeriam tanto bolo.

Decidi levar uma sobremesa e oferecer um saquinho com guloseimas a cada uma das crianças.

 

Chegado o dia do nosso aniversário, ao deixar a miúda do colégio, a tia entrou para me dar os parabéns. Reparei que vinha com as mãos vazias mas pensei que iria levar o bolo mais tarde.

É então que ela me diz que como os tios, os primos e mais um par de botas não podiam entrar nos colégio para cantar os parabéns à miúda, não iria trazer bolo de aniversário.

 

A minha cara caiu ao chão e só me lembrei na tristeza que a criança deveria sentir e da minha burrice por não ter levado um bolo. Fiquei com um nó n garganta e com uma revolta tal que só me apetecia engolir a tia. Não foi só a sobrinha que foi enganada mas também todas as outras crianças. A tia podia ter feito um bolo em casa ou comprado um qualquer no supermercado. Isso bastava.

 

É usual no colégio, sempre que uma criança faz anos, levar um bolo de aniversário para soprar as velas com os coleguinhas.

Se esta criança se encontra em processo de adaptação, não precisaria ainda mais de um bolo aniversário para soprar as velas na escola?

Não será o “bolo de aniversário” um símbolo de união, ligação e interacção entre as crianças?

Mas o dinheiro e o egoísmo dos adultos sobrepõem-se sempre aos interesse e bem-estar das crianças, infelizmente.

 

Como viram a decepção e a raiva estampada na minha cara, a C. e a P., secretamente, foram comprar um bolinho ao supermercado para nos fazer uma surpresa.

Os parabéns foram cantados a mim e à miúda que ficou radiante. A cara dela adquiriu um sorriso rasgado e os olhinhos dela brilharam.

Isto não vale mais do que o dinheiro de um bolo de aniversário?

 

Pescadinha de Rabo na Boca

                           

 

Diz o povo que “há dias que mais valia não sair de casa”. E como sempre, o povo tem razão. E ontem foi um dia desses. Pelo menos para mim.

 

Aqui na minha zona existe um clube caseiro que promove várias actividades recreativas e desportivas. E, ao que parece, as “mostras” das actividades foram todas marcadas para esta altura. Ou seja para o verão. E mais importante: para as horas de maior calor!!!

 

Saí eu de casa toda fresca e airosa para ir buscar a minha mãe, à casa de repouso onde a minha tia está, e ir lanchar. Chego a uma das ruas principais e só vejo polícia. O N. comenta comigo que deve ter havido martelada mas eu respondo-lhe que não me parece, que aquele policiamento deveria ser para controlar o trânsito para alguma corrida.

 

Ora nem mais! O senhor policeman manda-nos aguardar enquanto passam meia dúzia de corredores esfalfados. Seguimos caminho e fomos buscar a minha mãe. Eu estava a morrer de dores de cabeça (para variar!) mas entrei para dar um beijinho à minha tia e trazer a minha mãe. Rumámos a casa para irmos atacar um belo lanche (eu era mais café!) no café quando, ao chegarmos aqui à zona, apanhamos com o trânsito todo cortado. Excelente, lindo mesmo!

 

Dez minutos de espera. Meia dúzia de corredores passam, mais mortos que vivos devido ao calor que se fazia sentir às quatro da tarde. Uns apenas caminham porque a dor-de-burro aperta, outros já não podem com um gato pelo rabo.

 

Sinal para o trânsito avançar. Mas apenas encostados à direita. Cumprimos. Entretanto surge-nos a questão: e como viramos para a esquerda (que era por onde devíamos seguir)? Não viramos! O senhor policeman não deixa! Alternativa: dar a volta no sinal da bomba de gasolina. Lá fomos. Abre o sinal mas é impossível avançar… a faixa para onde temos de entrar está parada por ordem do senhor policeman!!! Continuamos a aguardar. E a assar!

 

Mais uma vez abre o sinal e o trânsito escoa. Nós seguimos na fila. Nova paragem. Decidimos cortar para outra rua na esperança de podermos safar-nos às paragens forçadas, indo em frente.

Argh! Nova paragem ordenada pelo senhor policeman! Esteve quase a dar-me 3 coisas más!

 

É que eu já nem fui ao café. Só queria mesmo ir para casa. É que, entretanto, eu tinha ido buscar um escadote e andava a passeá-lo estrada fora. O N. só dizia: espero que não impliquem com o escadote. Eu disse-lhe que se implicassem ainda ouviam duas ou três verdades. É que andava a percorrer as ruas todas por que me mandavam parar e queria ir para casa e não conseguia passar!!!

Numa hora fiz um trajecto que se faz num 1 minuto… Podiam ter avisado que o trânsito ia ficar condicionado, não?!

 

Que Raiva!

 

Sou uma pessoa super solícita e que está sempre ao dispor dos outros. A minha mãe sempre me criticou e deu na cabeça por este motivo e, no fim das contas, ela sempre teve razão.

 

Sempre gostei de ajudar os outros incondicionalmente. Sou assim. Quem me conhece sabe que eu vou logo correndo se alguém precisa de mim.

Mas às vezes o contrário não acontece. Quando chega a minha vez de precisar de alguém, às vezes não há “disponibilidade”. Acabei por aprender a contar só comigo e pouco mais. Afinal, se não formos nós a resolvermos os nossos problemas, quem os resolverá? Sim, é bom e eu gosto de ouvir opiniões. Gosto que me chamem à atenção para pequenos pormenores pois quem está de fora vê melhor as coisas.

 

Mas outra coisa diferente é o abuso de confiança. Não nos importamos de ceder uma vez, duas vezes… mas à terceira já torcemos o nariz.

Eu sempre tive um lema: “antes desejada que aborrecida”. Se calhar perco com isto, mas fazer o quê?!

Detesto que tentem manipular a minha vida. Detesto que depois de combinar as coisas, as tentem alterar só porque “dá mais jeito” à outra pessoa. Acontece que eu ajusto e organizo a minha agenda e o meu tempo disponível para poder assumir compromissos. Agradeço que a outra parte faça o mesmo…

 

Agendar para outro dia a uma hora tardia… Nem pensar! Estou doente e não me pagam para isso. Já faço um favor e ainda querem dado e arregaçado?! Não pode ser. Sou boa mas não tanto. E não obedeço a caprichos.

 

É o jogo do tudo ou nada onde eu é que dito as regras. Quem quer aceita, senão pode ir inscrever-se num centro de explicações. Pagará o dobro, se faltar à explicação paga na mesma e não há cá reajustes de horários…

Acabou-se o tempo das cedências…